Historia da Lingua portuguesa

Portugues. Nascimento. Períodos. Portugues antigo. Período trovadoresco, pre-clásico. Portugués moderno. Período clásico, contemporáneo, hodieno

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  • Idioma: gallego
  • País: España España
  • 4 páginas
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  • Nascimento

  • A língua nasce no norte e vai-se estendendo para o sul. Tem um certo paralelismo com o castelhano já que as línguas do norte exterminam às do sul durante a Reconquista e o Reino da Galiza avança antes que Castela, de modo que no 1300 a Reconquista está terminada no ocidente, mentes que o castelhano se estende para o sul em forma de cunha invertida. Tudo sucede num período que a língua portuguesa conhece como Período Trovadoresco.

  • Como nasceu?

  • Nasceu pela transformação do latim vulgar.

  • Quando nasceu?

    • Período pré - histórico ou pré - literário: surge entre os séculos VIII e XII, já que no século VIII produz-se a invasão árabe e todas as línguas da Península são consequência desta invasão que, de não se produzir, é muito provável que hoje na Península só houvesse uma língua.

    • Nascimento duma comunidade histórica: a finais do século XII Afonso Henriques volve-se contra a sua mãe e contra os leoneses, de modo que eleva o Condado de Portugal à categoria de Reino. Intenta em várias ocasiões adicionar a Galiza ao seu reino, mas não o consegue. Em 1147 toma Lisboa antes em mãos dos árabes, para os que a partir dessa data era galega, não portuguesa.

    • Documentos latino - portugueses (latim bárbaro): aparecem em Portugal no século XII, mas na Galiza ainda se seguia a escrever em latim. Parece uma língua imóvel durante todo o Período Trovadoresco, mas já tinha uma tradição oral de 100 anos. A independência e Portugal arruína a Galiza, que tinha um projecto de reino que fracassa por causa dos castelhanos.

  • Onde nasceu?

  • Nasce às duas beiras do Minho, nos dois conventus ocidentais da Gallaecia romana (Lucus Augusti e Bracara Augusta) no Reino dos Suevos (409 - 585) e o Reino da Galiza de Don García (1070 - 1074). Este último chegava quase até o Mondego, em Coimbra (Gallaecia Magna, segundo J.M. Piel). Na época a língua era chamada vulgo, linguagem ou romanço. Depois da independência de Portugal passou a chamar-se romanço português e o termo galego - português seria aportado pela investigadora C. Michaëlis.

  • Períodos

  • Período

    Data na que começa

    Data na que finaliza

    Português antigo

    Trovadoresco

    finais do século XII

    segunda metade do século XV

    Pré-clássico

    finais do século XV

    1536

    Português moderno

    Clássico

    século XVI

    segunda metade do século XVIII

    Contemporâneo

    segunda metade do século XVIII

  • até a actualidade

  • até 1974/1975 ( Revolução dos Cravos). Segundo esta postura existe um período que compreende desde esta data até a actualidade: Hodieno.

  • Português antigo

  • Período trovadoresco

  • Abrange todo o Reino de Portugal, parte do qual foi árabe até 1249, quando se reconquista a cidade de Faro, pondo fim à invasão muçulmana em Portugal.

    Neste período o português consolidou-se como a primeira língua literária da Península Ibérica, não só por ser a primeira no tempo, senão também pela sua qualidade. Foi também língua chanceleresca ou oficial por causa de Dom Dinis.

    Foi construída nesta época pelos trovadores, de aí o nome do período, e temos de dizer que galego - português não é o nome do período, senão da língua.

    A data de finalização deste período acha-se entre os séculos XIV e XV, mas existem diferentes posturas:

  • 1354: morte do Conde de Barcelos, filho bastardo de Dom Dinis e derradeiro trovador conhecido.

  • 1385: Batalha de Aljubarrota, na que se consegue a independência de Portugal, trocando a dinastia dos Borgonha pela dos Avís.

  • 1415: toma de Ceuta, um acontecimento com um grande valor simbólico por ser o primeiro passo na expansão mundial do Império Português, o primeiro em se formar e dos últimos em desaparecer (até 1974 não conseguem a independência todas as colónias africanas).

  • Período pré - clássico

  • Cronologia

  • Desde 1354/ 1385 / 1415 até...

  • ± 1500

  • 1536: data da publicação da primeira gramática da língua portuguesa, de Fernão de Oliveira. Também se representa a última obra teatral de Gil Vicente, autor medieval com influências clássicas, e a universidade translada-se de Lisboa a Coimbra.

  • 1572: publica-se Os Lusíadas.

  • Características

  • As formas terminadas em -om, -am e -ão passam a -ão na língua escrita culta.

  • O português começa à sua expansão universal:

    • Ilhas atlânticas: Madeira, Açores, Cabo Verde.

    • Ásia ( 1415-1499): Calecut, Goa (capital do Império Português oriente e tomada por Afonso de Albuquerque)

    • Brasil, descoberto no 1500 por Pedro Alvares Cabral.

    • Separação do galego”, uma afirmação parcialmente certa já que a língua segue uma evolução parecida nas duas beiras e não se rompe o contacto entre a Galiza e Portugal.

    • Na Galiza este período denomina-se período meio ou postrovadoresco, pois não se cultiva a língua escrita.

    • Português moderno

    • Período clássico

    • Cronologia

    • Começa no século XV ou Século de Ouro e termina no século XVIII. Este período é conhecido na Galiza com o nome de Séculos Escuros.

    • Características

    • O português volve-se uma língua:

    • Universal: expande-se externamente no Brasil e na África, onde não só surgem línguas crioulas (mistura de língua europeia e língua dominada) senão que também se assenta o standard português.

    • Nacional: já que é o veículo duma cultura que nesta etapa enriquece fortemente a sua língua (duplica o vocabulário) por causa da introdução de latinismos. O latim é a língua modelo da que não só se introduz vocabulário, senão que também se imita a sua ortografia (theatro, choro, philosophia, sciencia...) que nalguns casos chega até a actualidade ( nascer, crescer, digno...).

    • Clássica: por causa dos cultivadores que produzem obras de grande importância em português, como são Gil Vicente, Sa de Miranda, António Ferreiro, Camões, Mendez Pinto...

    • Período contemporâneo

    • Cronologia

    • Compreende desde o século XVIII (± 1750), quando se cria a Real Academia das Ciências de Lisboa, que não tem um papel importante até o século XIX, até 1974/1975 ( Revolução dos Cravos) ou, segundo outra postura, até a actualidade.

    • Características

    • No século XVIII publica-se o primeiro Dicionário da Língua Portuguesa, mas só a letra A, e produz-se a fixação quase definitiva das normas.

    • Rafael Bluteau publica o Vocabulário português e latino, o primeiro dicionário moderno do léxico (português - latim).

    • Viterbo publica o Elucidário, o primeiro dicionário histórico importante.

    • Morais Silva publica o que ia ser o grande dicionário da língua portuguesa durante séculos, até o publicado no 2001 pela Academia das Ciências de Lisboa. O dicionário de Morais Silva consegue uma importante unificação, salvo na ortografia, já que continua a ortografia etimológica até começos do século XX.

    • Em 1904 Gonçalves Viana publica Ortografia Nacional, obra que faz que se cambie a ortografia etimológica pela simplificada ou reformada. Assim lembramos que num primeiro momento a ortografia foi fonética, logo etimológica e finalmente simplificada. Gonçalves Viana foi um filólogo foneticista e uma importante figura da filologia moderna portuguesa, na que também destacam Federico Adolfo Coelho, Leite de Vascondelos, Carolina Michaels, Jose Joaquim Nunes...

    • Entre os séculos XVIII e XIX o português volve-se a língua do Brasil, reduzindo a presença do tupi. Em 1822 o Brasil consegue a independência e aparecem indícios duma autonomia linguística que desembocaria na norma diferenciada actual.

    • Dá-se no século XIX o Rexurdimento galego, antecipado no século anterior pelos Padres Feijoo e Sarmiento (contemporâneos de Bluteau).

    • Hodieno

    • Cronologia

    • Desde 1974/1975 até a actualidade.

    • Características

    • A existência deste período só é considerada por alguns teóricos que situam o seu começo com a Revolução dos cravos e a independência das colónias africanas, da que deriva que a relação bilateral Portugal - Brasil se torne multilateral e apareça uma norma africana ainda por consolidar.